Ele me mandou um ''oi''.
- 21 de jul. de 2015
- 2 min de leitura
Vai a merda!
Mais uma noite me batendo na cama. Eu estava criando expectativas de como seria a viagem de sexta a Londrina. Advinha quem eu convidei para ir comigo? Isso. Isso mesmo. Você! V-o-c-ê! Eu não sei o que há de errado comigo. Juro que tento descobrir, mas não dá em nada. 90% do meu corpo está curado de você. Agora, falta esses 10% que.... Poxa! Tá difícil.
O pior é que é em você que penso boa parte do dia. Se não fosse as distrações e as cinco, seis, sete ou oito horas de sono, eu poderia afirmar que penso em você 24 horas por dia. Eu sei. Eu não devia estar sentindo isso. Eu sei, porra! O que você acha que eu fico fazendo o dia inteiro? Além de vagabundear e limpar a casa e lavar a louça, é claro. É. Eu procuro formas de te esquecer. De abrir a minha mente. Mas não. Eu ainda continuo com a mania obsessiva de olhar pela janela da cozinha para ver se tem alguém lá fora. Insatisfeita, abro a porta, caminho até o portão e tenho a certeza que não há você. Sabe quando você compra um livro pela internet na sexta e passa a semana seguinte ansiosa, pendurada na janela esperando o livro chegar e as vezes, você chega até a ouvir as palmas, porém, quando você abre a porta, não é ninguém? É assim que me sinto. Pois é. Você não é um livro. Livros chegam, já você, você parte.
A parte mais triste de tudo isso não é o meu sofrimento. É saber que ninguém se importa. Que ninguém liga para o que eu sinto. Acham que é drama, exagero. Ual, como eu queria que fosse. A gente tem mania de diminuir a dor dos outros. Mas, cada um sabe o que passa quando as luzes se apagam e o sono não vem. Cada um sabe o quão difícil é ser tudo o que você é. Ninguém além de você sabe a barra que é tentar esquecer um amor. No entanto, quem se importa com isso? Eu sou mais uma louca desesperada por atenção. Sou mais uma dramática que vai se candidatar em uma peça mexicana. Eu sou apenas mais uma em um filme de romance que ninguém se importou se eu sofri ou não. O importante foi o final que eu tive.
Eu sinto que as vezes eu tenho que me desculpar pelo o que eu sou. E mais uma vez, eu vou fazer isso: Desculpa por ser alguém que você nunca vai ser. Desculpa ser mais uma na sua vida, mais uma sentimental. Desculpa por saber amar demais e não conseguir administrar todo esse amor. Desculpa por ser estabanada e idiota. Desculpa por estragar a sua vida. Desculpa por não controlar as palavras que saem da minha boca ou aquelas que saem pelos meus dedos.
É. Dessa vez foram quatro dias. Quatro dias pensando na babaquice que fez me dando ''oi''. Já chegou a pensar que eu não queria que me chamasse? Quantas vezes eu tenho que repetir que você é passado e passado a gente não revive? É isso. Pra mim você morreu e por mais que eu escreva que eu te quero, você morreu pra mim e mortos não tem relacionamentos.



Comentários